NADA DE NADINHA, AS SERPENTES E O CAVALO DE BRONZE
Olha o Nada de Nadinha,
subiu à estátua do Terreiro
para chamar D. João
a el-rei D. José Primeiro:
-- E agora vai um malhão
em honra d’el-rei D. João!
Tanto ele como as serpentes
sapateiam bravamente.
Quando embatem no cavalo
gritam para o alto, a avisá-lo:
-- Pousa a pata, olha o mau jeito!...
Mas o cavalo de bronze
nem pensa em largar a pose:
“Ninguém foge à sua pose,
é um molde que nos calha...”
Frente ao céu e ao Mar da Palha
mantém a pata no ar
e faz a palavras loucas
orelhas moucas.
Ilustração: Violeta Figueiredo
